Biografia
Trajetória
Como bom cearense, percorreu meio mundo — e deixou marcas na arte, na publicidade e na memória de Sobradinho.

Emicles Nogueira Nobre — artista plástico, 87 anos. Origens em Crateús (CE); vida e obra em Sobradinho (DF).
Emicles Nobre
Emicles Nobre, como bom cearense, percorreu meio mundo. Iniciou seus dotes artísticos no Rio de Janeiro e circulou por São Paulo, Belo Horizonte, Belém do Pará, São Luís do Maranhão, Fortaleza, Salvador, Recife, Mato Grosso do Sul e diversas cidades importantes do Brasil. Ainda fez exposição no exterior e pesquisou arte em Miami, Orlando e no Caribe. Fez a escultura da entrada da cidade de Sobradinho (DF) e, no mural da Galeria Van Gogh, deixa sua marca registrada com a pintura intitulada “Vida!”. Além de artista plástico, foi desenhista de histórias em quadrinhos, publicitário, chargista, roteirista de filmes e ilustrador de capas de livros e revistas.
Percorreu o Brasil
- Rio de Janeiro
- São Paulo
- Belo Horizonte
- Belém
- São Luís
- Fortaleza
- Salvador
- Recife
- Mato Grosso do Sul
- Brasília / Sobradinho
Exterior
- Miami
- Orlando
- Caribe
Escultura da entrada de Sobradinho (DF)
Obra monumental na entrada da cidade, marco da presença do artista no Distrito Federal.
Pintura “Vida!”
Marca registrada no mural da Galeria Van Gogh, em Sobradinho.
Também foi
- Artista plástico
- Desenhista de histórias em quadrinhos
- Publicitário
- Chargista
- Roteirista de filmes
- Ilustrador de capas
Linha do tempo
1959–1965
Quadrinhos, charge e publicidade
De 1959 a 1962, desenhista de histórias em quadrinhos, chargista e ilustrador de capas de livros e revistas publicitárias. Em 1963, participou do primeiro Salão de Artes Plásticas da Universidade do Pará, com o quadro surrealista A Tempestade (prêmio de honra ao mérito). De 1963 a 1965 dedicou-se a desenhos de revistas e propagandas. Em 1965, foi premiado pela TERRACAP com 12 peças publicitárias da Semana da Árvore.
1965–1974
Campanhas e reconhecimento
Participou de várias campanhas publicitárias, recebendo diplomas, medalhas e troféus. Em 1974, foi premiado pela confecção e montagem de dez páginas ilustradas do catálogo telefônico de Brasília.
1975–1979
Nordeste, CODEVASF e salões
1975: estande de decoração e arte publicitária sobre irrigação e drenagem no congresso da ABID, em Fortaleza. 1976: 42 óleos sobre o homem e a paisagem nordestina no salão nobre da CODEVASF. 1977: Troféu de Ouro em Montes Claros (MG). 1978: medalha de ouro no 2º Salão de Arte e Cultura do Vale do São Francisco. 1979: exposições de arte e propaganda no congresso da ABID — Hotel Meridien (Salvador) e Parque do Anhembi (São Paulo).
1980–1984
Exposições, Brasília e Sobradinho Notícias
1980: Feira de Pesca no Anhembi, com elogios do então presidente João Figueiredo. 1982: estande no Centro de Convenções de Recife (Simpósio do Trópico Semiárido); 43 óleos sobre o Norte e o Nordeste em Campo Grande (MS); prêmio na exposição das cidades satélites do DF na FUNARTE. 1983: 48 peças a óleo, bico de pena e aquarela na Biblioteca da CODEVASF. 1984: 46 peças no Memorial JK; aquarelas do Zodíaco sobre a arquitetura de Brasília no TRF; arte e propaganda na Conferência Pan-americana em Salvador, com prêmio por dois cartazes; 52 peças no Salão da CODEVASF. No mesmo ano fundou o jornal comunitário Sobradinho Notícias.
1990–1998
Galerias, sucata e exterior
1990: exposição na Galeria Vincent Van Gogh, em Sobradinho. 1994: 40 telas a óleo no Palácio do Buriti. 1995: pintura e sucata no Museu do Lixo (SLU), com escultura de 2,00 m × 1,80 m. 1996: coletiva com 28 artistas na Praça das Artes, Conjunto Nacional; viagem a Miami, Orlando e Caribe, com 22 acrílicos — “Lendas e costumes do Velho Chico” — na Gallery 630 Lincoln Road, Miami Beach. 1997: nova exposição na Van Gogh. 1998: individual no Grande Oriente do Brasil, Movimento Afro-Brasileiro.
1999–2002
Concreto, argila e monumentos
1999: coletiva das cidades satélites na Administração de Sobradinho; prêmio no XXI Salão Riachuelo da Marinha do Brasil; 290 m² de arte em concreto; inauguração do Hotel Fazenda Água dos Buritis (Gama), com 300 m² de criação em concreto. 2000: 40 telas da série Evolução da Arte. 2001: 120 esculturas em argila e obras de quatro e cinco metros de altura. 2002: escultura Vida (12 m, ferro e concreto) na entrada de Sobradinho, mensagem ecológica; dezenas de peças em acrílico, argila, concreto e sucata; Almas Gêmeas (4 m), casal de balé em ferro e concreto.
2003–2009
Exposições e pesquisa no atelier
2003: exposição na CODEVASF com argila, sucata e pintura. 2004: 40 acrílicos de tema ecológico na Galeria Van Gogh. 2005: pinturas e esculturas no STJ; dezenas de trabalhos em argila, acrílico, óleo e cobre. 2006: exposições no Aeroporto Internacional de Brasília, Asbac, OAB-DF, Van Gogh e Sobradinho Shopping; em outubro, argila em potes de 50 cm a 1,20 m, alto-relevo com figuras de animais. 2007: projetos de pintura, escultura e gravura com linguagem renovada. 2008–2009: pesquisas e estudos em rascunho para novos projetos.
2014–2021
Coletivas, restauros e a pandemia
Após um período sem individuais, participou de exposições coletivas e da restauração de obras já existentes, além de eventos em Sobradinho. Durante a pandemia se reinventou e expôs painéis e telas na Administração de Sobradinho — sucesso absoluto.
2022–hoje
Academia, futuro e convite ao mural
Em 2022, foi convidado a integrar a Academia de Letras e Artes Plásticas da cidade. Volta ao ritual da produção, com o olhar no presente e projetos renovadores. Disponibiliza o uso de seus desenhos a quem desejar construir um mural com eles.
“Todo potencial produtivo de um artista depende muito do seu estado emocional.”